Por que o pé da criança com Síndrome de Down é pronado?

A trissomia do cromossomo 21, mais conhecida como Síndrome de Down (SD) é uma condição genética, considerada a alteração cromossômica mais comum em humanos. Na população brasileira estima-se que, 1 em cada 700 nascimentos, independente da etnia, gênero ou classe social, ocorre a trissomia do cromossomo 21, totalizando em torno de 270 mil pessoas com SD por ano.

 

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Crianças com SD apresentam como características a hipotonia (serem bem molinhos) e fraqueza muscular, que associadas à hipermobilidade e frouxidão ligamentar, levam a redução da estabilidade das articulações. Com isso, são menos capazes de produzir força muscular em todo o corpo, apresentando desequilíbrios e menor coordenação motora. É muito comum que essas crianças apresentem alterações posturais como pés planos (pé chato), joelhos valgos (para dentro), hiperextensão dos joelhos (joelhos muito esticados), inclinação anterior da pelve (quadril), hiperlordose lombar e protusão abdominal (barriga para frente), o que leva a alterações na marcha como base alargada com rotação externa do quadril. Tais alterações evidenciadas geralmente permanecem ao longo de suas vidas.

 

 

A maior prevalência de pés pronados pode ser preditiva de disfunções musculoesqueléticas e complicações ortopédicas na adolescência e vida adulta em indivíduos com SD, tornando a intervenção para correção do alinhamento do pé de suma importância. A literatura científica tem indicado o uso de dispositivos ortóticos para correção, e no caso da SD, as órteses supramaleolares (SMO – também conhecidas como Small) são as mais prescritas.

 

Uma opção para uso nessas crianças, atualmente disponível no Brasil, é a Surestep SMO. Essa órtese é feita de um plástico flexível, fino, que proporciona compressão levando a estabilidade dinâmica no médio-pé (meio do pé). Como uso dessa órtese, a criança é capaz de supinar e pronar o pé, dentro dos limites normais da marcha, permitindo a execução de tarefas do dia a dia com um alinhamento adequado. O benefício dessa órtese, é permitir que a criança experimente a mobilidade adequada dos pés, sem muita restrição, favorecendo o desenvolvimento do arco plantar fisiológico. Outro ponto positivo desta órtese, é deixar os dedos livres para que a criança corra, pule e brinque em todas as posições sem limites, e desenvolva suas habilidades motoras de forma adequada. Converse com o fisioterapeuta do seu filho para saber qual dispositivo é indicado para ele.

 

 

Paula Silva de Carvalho Chagas
Doutora em Ciências da Reabilitação – UFMG; Professora Associado, Depto Fisioterapia do Idoso, do Adulto, e Materno-infantil, Faculdade de Fisioterapia – UFJF; Coordenadora e Orientadora do PPG Ciências da Reabilitação e Desempenho Fisico-funcional – PPGCRDF; Coordenadora do Laboratório de Avaliação do Desempenho Infantil – LADIN

Carolyne de Miranda Drumond
Fisioterapeuta formada pela UFJF; Mestranda em Ciências da Reabilitação e Desempenho Fisico-funcional – PPGCRDF.

 


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